Infovix

A Primeira Revista Colaborativa de Vitória

Quando chega a hora da escolha profissional

O medo de errar é muito grande. Mas há sempre uma nova chance, novas experiências a serem vivenciadas. É preciso se permitir

Em minha prática profissional recebo frequentemente, para avaliação psicológica, estudantes de nível médio que concorrem ao cargo de estagiário. Ao serem questionados sobre as expectativas e motivações para concorrer a tal vaga, há uma resposta sempre presente: praticar o que está sendo estudado.

A escolha profissional inclui uma série de fatores que precisam ser considerados por aqueles que estão entrando no mercado de trabalho.  Além de ter consciência das próprias aptidões, é preciso conhecer bem a profissão que se quer exercer. E isso só é alcançado através de muito estudo teórico aliado à prática, de preferência supervisionada.

Em nossa sociedade, onde o jovem estudante é levado a fazer a escolha da profissão sem bases suficientes para fundamentá-la, o medo de errar é muito grande. Vivendo hoje o século XXI, percebemos que há muitas opções para a prática profissional, muitas áreas interessantes, novas profissões para atenderem a novas demandas do mercado.

Caso a escolha profissional siga um caminho de pouca satisfação pessoal, é possível sim escolher novamente. Há sempre uma nova chance, novas experiências a serem vivenciadas. Mas é preciso se permitir. Quantos profissionais sentem-se insatisfeitos em suas atividades diárias e rotineiras, mas não se sentem à vontade para mudar suas vidas, sua profissão. Como se a opção que fizeram há dois, cinco ou dez anos atrás precisasse durar para sempre.

Muitas vezes as limitações que a idade nos traz limita também o exercício da profissão. Esse pode ser o caso, por exemplo, da professora de alfabetização que não tem mais o mesmo ânimo para se sentar no chão com seus alunos, brincar e se movimentar como no início da prática profissional.

Prefiro pensar no ser humano como um ser de possibilidades. Não temos asas, mas voamos. Não temos guelras, mas mergulhamos.  É sempre possível rever as escolhas, tanto por profissionais jovens, em início de carreira, como também por profissionais maduros e experientes.

Ingrid Bravim é Psicóloga de Recursos Humanos da Ápice – Psicologia e Desenvolvimento. Escreve quinzenalmente em Infovix.

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1 Comentário

  1. Não temos asas, cara amiga Ingrid, mas podemos sem dúvida, voar…repensar práticas e ideais aos 42 anos de idade como eu, é sempre uma nova oportunidade de abrir novos espaços e poder vislumbrar um horizonte de possibilidades.
    Suas palavras e seu olhar acerca do outro, me mostram isso.
    Um grande abraço,
    Karla Capucho.

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