Infovix

A Primeira Revista Colaborativa de Vitória

A valorização profissional e a crise mundial

“Observamos que os profissionais que resistiram à demissão sem justa causa ou mesmo à demissão incentivada são pessoas com alto nível de exigência. São exigentes consigo mesmos e com quem está em volta.”

Venho observando o perfil de profissionais que, mesmo após a crise mundial, permanecem em suas funções em algumas empresas. A instabilidade que se gerou com a baixa produção fez com que algumas empresas promovessem mudanças em seus quadros de funcionários. Demitiram, remanejaram profissionais, ofereceram incentivo à demissão ou suspenderam o contrato de trabalho.

Muitos profissionais optaram pelo incentivo à demissão. Alguns aproveitaram a oportunidade para realizar antigos sonhos com o valor financeiro que receberam. Outros saíram com a esperança de serem chamados novamente quando a situação geral melhorasse.

E quem ficou? Observamos que os profissionais que resistiram à demissão sem justa causa ou mesmo à demissão incentivada são pessoas com alto nível de exigência. São exigentes consigo mesmos e com quem está em volta. Resistiram a toda instabilidade e continuaram com a empresa, a qualquer custo.

Mas fica uma questão: qual profissional se destaca diante de uma situação como essa, de crise e queda na produção? Seriam os profissionais maduros. Entendemos como maturidade a possibilidade de um indivíduo controlar adequadamente suas emoções, responsabilizar-se por suas atitudes, agir com segurança frente a imprevistos e novos desafios.

A exigência comentada anteriormente pode ganhar espaço em profissionais maduros. Exigências sem excessos e maturidade podem levar um profissional a atitudes eficientes. O mercado atual busca pessoas que consigam reunir prontidão diante de urgências e equilíbrio emocional para tomada de decisões.

Ingrid Bravim é Psicóloga de Recursos Humanos da Ápice – Psicologia e Desenvolvimento. Escreve quinzenalmente em Infovix.

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